132.834

Há exatos dez anos atrás, no dia 22 de Junho de 1997 era decido o Campeonato Mineiro de Futebol entre o Cruzeiro e o Villa Nova, tradicional time de Nova Lima, o resultado do jogo foi um a zero para o Cruzeiro com gol de Marcelo Ramos aos 10’ do primeiro tempo, quando o atacante recebeu cruzamento de Palhinha e finalizou.

Esse jogo ficou cravado para sempre na história do Mineirão e do futebol mineiro, não por ser a decisão do Campeonato Mineiro, não por ser Cruzeiro x Villa Nova, mas sim pelo histórico público que se apresentava naquele jogo, exatos 132.834.


Borderô do jogo, disponibilizado pelo portal Superesportes

Lembro-me exatamente da cena, quando entrei no Mineirão, Marcelo Ramos fazendo o gol, gol este que milhares de pessoas que ainda não tinham conseguido entrar no jogo reclamam de não ter visto. Não terem visto o maior teste para a estrutura de ferro e cimento do Mineirão, verem 132.834 mil pessoas porem aprova os amortecedores nos quais o Mineirão foi erguido.


Momento do gol de Marcelos Ramos, autor: Bruno Rosa

Foi uma sensação única, ver a China Azul tão presente, com um publico ate desconfortável, mas que eu daria tudo para reviver tal emoção, da qual, cerca de cinqüenta mil pessoas não puderam ver, de acordo com a Policia Militar esse foi aproximadamente o numero de pessoas que não conseguiram entrar.

A torcida do Villa também compareceu, cerca de cinco mil pessoas apareceram gritando “Ah! Leão maluco!” tentando empolgar o seu time, mas de nada adiantava, naquela tarde, ninguém pararia Marcelo Ramos, ninguém pararia a China Azul.

Há de se dizer que nesse jogo, o público não pagante foi de quase sessenta mil pessoas, que o Cruzeiro não cobrava ingressos de mulheres ou de crianças com menos de 12 anos, mas há de se dizer que com promoção ou não, a China Azul compareceu como nunca alguém no estado de Minas Gerais havia comparecido, há de se estranhar que a imprensa mineira pouco deu valor para essa data, com apenas alguns comentários, o que seria totalmente inverso se o caso fosse com o rival, que não me espantaria se eles, da imprensa, cantasse parabéns para a “massa”. Mas segue a vida, nos nunca precisamos de imprensa, de apoio para nada na nossa existência.

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